
Rock n" roll proporciona estilos de roupas diferentes aos adeptos do gênero, que não se prendem mais a uma única tribo
Ane Pacola
O rock n" roll surgiu de uma combinação de outros elementos musicais: blues, boogie-woogie, jazz e rhythm and blues. Desde o surgimento a música vem atrelada a um estilo de roupa próprio de quem curte o gênero. Para Ivana Jambersi, professora de design e criação do curso de moda do Cesumar (Centro Universitário de Maringá) "é raro ver alguém com uma roupa toda preta, cheia de correntes e não ter afinidades com uma vertente do rock". Jambersi acrescenta que necessariamente o estilo de roupa caracteriza o comportamento. "A roupa sem o comportamento não caracteriza a tribo urbana."
A professora diz que os variados visuais que o rock impõe são voltados às questões sociais. "É a revolta social que faz com que as pessoas sempre lutem por algum objetivo, elas se juntam aos que pensam como elas e seguem uma mesma linha de se vestir. O estilo grunge, por exemplo, caracteriza pessoas que não tomam banho, que têm o cabelo ensebado e isso se deve a uma revolta. Eles economizam água, não lavam os cabelos todos os dias, essa é uma característica de comportamento. Usam roupas de brechó vindas da Alemanha, da França, roupas de boa qualidade e pesadas. Muito xadrez e tons de cinza. Uma característica que vem da Europa."
Já quem curte um som mais pesado, como o metal, usa roupa preta e prata. "Eles querem conquistar espaço", diz Jambersi. "O metaleiro se caracteriza dentro da moda como uma pessoa que está de luto por algum motivo: político, familiar, ou porque ele não tem o poder social que deseja. As pulseiras de pontas e as correntes são usadas mais como enfeites."
"Atualmente, todas as tribos se misturaram muito. Uma tribo acaba usando um acessório ou um estilo de roupa que identifica outra tribo, dentro do rock. Eu só acho triste quando as pessoas querem ser o que não são. Se você não gosta daquilo e usa só por modismo, quer dizer que você não tem estilo próprio."
A professora Ivana Jambersi concorda e diz que a partir do final da década de 1980 não existe mais tanta definição de estilo. "Essa questão de hoje você ser de um estilo e amanhã mudar não quer dizer que você deixou de ter atitude, um comportamento de protesto, como era no começo do rock." Para a professora, as pessoas sentiram a necessidade de serem aceitas pelo meio. "A sociedade te repele e não te aceita se você estiver conforme uma tribo. O preconceito na moda existe quando a pessoa é radical. Eu não concordo quando dizem que fulano não tem opinião própria quando participa de mais de uma tribo. Na verdade, ele se aceita e tem um comportamento social adequado."
Toda coleção tem referência musical, conforme a banda que está em destaque no ano ou no semestre, conforme os ritmos e as letras das músicas. "A mídia faz uma pesquisa sobre isso, faz com que a pessoa se identifique com a letra, com a banda e faz com que ela siga o que o cantor está vestindo. Comportamento e mídia são os principais agentes no consumo de roupa", ressalta Jambersi.
O estilo de roupa caracteriza o comportamento da pessoa
Matéria interessante essa, tudo é questão de mídia, de influência, acho que maturidade supera esses circulos viciosos. Liberdade de verdade se chama personalidade própria, os tempos mudam assim como a cultura, como a musica e até mesmo as leis, evoluir é necessário, você deve se adequar a você mesmo, é como uma música, vc tem estar afinado com sua realidade e sua própria personalidade e ser original não singnifca uma tarefa fácil e muito menos aceitação social ou de movimentos, afinal não é seguir nem isso e nem aquilo e ser você mesmo em seu próprio habitat, só isso.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Modismo X Personalidade
Reflexões de Sara às quarta-feira, junho 24, 2009
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