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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Psicologia do Medo


Joshua Hoffine, formado em literatura inglesa, iniciou sua carreira como fotógrafo e hoje se dedica à fotografia de horror. O primeiro resultado desse trabalho é a série "After dark, my sweet", que retrata o imaginário infantil dos contos de fada, usando o horror para explorar e provocar sensações.

Joshua diz que as fotos são feitas sem uso de photoshop (somente alguns ajustes de cor para impressão), os modelos são amigos e familiares e dizem que fazem isso por diversão.

Estou interessado na psicologia do medo

Nascemos com certos medos inerentes e instintivo, como o medo do escuro, medo do perigo que espreita, o medo de ser comido. À medida que envelhecemos esses medos perdem intensidade, e saem se arrastando lentamente em seu inconsciente.

Horror, como uma forma de arte, chama a força do inconsciente

Horror por fotografia é capaz de apresentar esses medos abstratos e esquecido, em termos literais

Eu tento apresentar as imagens dentro da gramática visual de uma criança. Eu quero que o espectador simpatize com a criança, para compartilhar seu ponto de vista, para sentir o sentimento de vulnerabilidade. o perigo, o stress das imagens, que retratam um mundo amoral, onde a pureza e inocência estão sob constante ameaça. como contos de fadas, estas fotografias funcionam como metáforas de advertência sobre os perigos potenciais do mundo.

Creio que a história de horror é, em última instância preocupado com a iminência da morte e aleatoriedade, e as implicações que não temos a certeza da existência. a experiência de horror reside nesta confrontação com a incerteza. horror diz-nos que a nossa crença na segurança é ilusório, e os monstros estão à nossa volta.

Pessoas....são o problema



Pessoas....Pessoas....Problemas.

Não é questão de ser anti-social, apesar de ter motivação de sobra para ser, é que; ou não dou sorte de encontrar pessoas com o minimo de riqueza interior ou só dou azar de encontrar acerebrais por aí. Dizem que ando estranha, como se ser estranha fosse uma novidade para mim rs, sou assim pra me proteger “dos normais”, não aguento mais gente medíocre, gente fofoqueira, gente escandalosa, gente hipocrita.

A tolerância anda zero, o estresse consome, pessoas me irritam e antes não era assim, tá já até sei o que minha terapeuta diria disso, vulnerabilidade ao ambiente, você tem que exercitar seu deficit de habilidades sociais e blá blá blá, mas não tem como eu andar com tampões nos ouvidos por aí.

Ainda restam sim, amigos que salvam dessa massa ignorante que circula pela terra, essas raras criaturas ainda dão alguma esperança que no mundo ainda existem pessoas agradáveis, inteligentes e divertidas, que se embriagar, cantar, sorrir ainda podem ser naturais e espontaneos.

Quem lê até pensa que sou uma ranziza, mas há muitos que conhecem minha gargalhada, meu humor levemente ironico, minha loucura, minhas viajens, mas infelizmente depende do ambiente e da compania, de alguma forma preciso me resgatar, me livrar desse desejo de isolamento e do estresse do dia a dia.

Por enquanto vou tomando providências, uma boa caminhada matinal, brincar com meus gatinhos, continua meu vicio em contos policiais, mas o que percebo é que tudo que me dá prazer é tudo que faço sozinha, acho que tô precisando de terapia rs.


domingo, 5 de setembro de 2010




Blog meio abandonado, por falta de tempo.

A vida de fase, cada fase traz ensinamentos as vezes insistimos nos mesmo erros apesar do amadurecimento, por um momento ando meia nostalgica, relembrando a adoslência, turbulentos e velhos negros anos, daquele desiquilibrio insano, daquele velho sonho que se tornou um pesadelo, daquelas palavras cruas escritas num diário velho escondido embaixo do colchão, os anos passam, os anos voam, aprendi a embelezar a dor, a rebuscar o português, a colorir de escarlate o lívido interior do sofrimento, com o tempo a gente muda tudo, menos a essência , aprendi escolher a máscara mais corajosa e continuar seguindo em frente.


She is the Dark

"My Dying Bride"


Um sono cruel atravessa nossa terra
Todos estão murchando e morrendo
Enquanto a queda, as vítimas,
Elas estão morrendo uma morte triste
Na nossa terra, nós nos rendemos
E sofremos novamente
Uma garota da escuridão atravessa nossa terra
Está andando. Está caçando
E com ela, uma febre
Uma marcha negra de febre
Olhos não vêem. Sem traços característicos
Apenas uma forma negra, sofrendo
Você tem a sua simpatia
Você tem as suas lágrimas
Ela apenas tenta tomar
Todos os seus medos
A dor que ela sente
Quando ela bebe a sua alma
É dela para sofrer
É o o preço dela
Acredite em mim, ela está desamparada
Quando ela amaldiçoa nossa terra
Quando ela absorve luz
Não é a mão dela
O veneno espera quando você a beija
O coração dela grita por você, por mim
A miséria não contada é dela para servir
Pela eternidade
Pelo frio. A humanidade ficará
para sempre se ela encontrar o caminho
Ela não pode evitar. É a maldição dela
cantar a sua dor no próprio verso dela
Ela é a escuridão
O pesadelo que você esconde
A dor que você sente
O sofrimento dentro
Apesar de ela ser como você
Através passado negro dela
Mas agora, o conquistador
O vasto coro dela
Oh, por favor, perdoe-a
Enquanto a humanidade morre
Enquanto anjos lamentam
E enquanto o paraíso chora

sexta-feira, 16 de julho de 2010




O pior não é pegar-se decadente, chapado, escrevendo o que você acha que serão vestígios finais de sua memória ao que ainda importam, é realmente querer partir, então após cair no esquecimento, ser talvez uma ferida inflamada no peito de quem te amou, há um incerto conforto de acreditar em poder retornar com um pouquinho mais de sorte ou talvez menos coração, dia após dia você imaginou que o amanhã abriria-se em um novo horizonte e quem já parou para assistir o horizonte, o crepúsculo como a ultima visão esplêndida de sua existência, surge uma ponta de conforto que vai se falecendo durante o dia para adormecer em mais uma mágoa no que resta de sua mente sã, pequenos, tão pequenos na imensidão do universo e se vai como um grão de areia levada pelo vento ao mar das almas, perecer como a rosa que falece serena exalando seu ultimo perfume de essência e assim adormecer eternamente sem saber se o que é ou quem lhe deu esse sopro de vida lhe atenderá o pedido de uma nova vida, doce vida ou fel amargo de quem renunciou o que muitos acreditam ser uma dádiva divina.

segunda-feira, 28 de junho de 2010





Eu tive um sonho que não era em todo um sonho
O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas
Vagueavam escuras pelo espaço eterno,
Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra
Girava cega e negrejante no ar sem lua;
Veio e foi-se a manhã - Veio e não trouxe o dia;
E os homens esqueceram as paixões, no horror
Dessa desolação; e os corações esfriaram
Numa prece egoísta que implorava luz:
E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos,
Os palácios dos reis coroados, as cabanas,
As moradas, enfim, do gênero que fosse,
Em chamas davam luz; As cidades consumiam-se
E os homens juntavam-se junto às casas ígneas
Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro;
Felizes enquanto residiam bem à vista
Dos vulcões e de sua tocha montanhosa;
Expectativa apavorada era a do mundo;
Queimavam-se as florestas - mas de hora em hora
Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos
Findavam num estrondo - e tudo era negror.
À luz desesperante a fronte dos humanos
Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos
Neles batiam os clarões; alguns, por terra,
Escondiam chorando os olhos; apoiavam
Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam;
Muitos corriam para cá e para lá,
Alimentando a pira, e a vista levantavam
Com doida inquietação para o trevoso céu,
A mortalha de um mundo extinto; e então de novo
Com maldições olhavam para a poeira, e uivavam,
Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos
E cheias de terror voejavam junto ao solo,
Batendo asas inúteis; as mais rudes feras
Chagavam mansas e a tremer; rojavam víboras,
E entrelaçavam-se por entre a multidão,
Silvando, mas sem presas - e eram devoradas.
E fartava-se a Guerra que cessara um tempo,
E qualquer refeição comprava-se com sangue;
E cada um sentava-se isolado e torvo,
Empanturrando-se no escuro; o amor findara;
A terra era uma idéia só - e era a de morte
Imediata e inglória; e se cevava o mal
Da fome em todas as entranhas; e morriam
Os homens, insepultos sua carne e ossos;
Os magros pelos magros eram devorados,
Os cães salteavam seus donos, exceto um,
Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava
Em guarda as bestas e aves e famintos homens,
Até a fome os levar, ou os que caíam mortos
Atraírem seus dentes; ele não comia,
Mas com um gemido comovente e longo, e um grito
Rápido e desolado, e relambendo a mão
Que já não o agradava em paga - ele morreu.
Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois,
Dois inimigos que vieram a encontrar-se
Junto às brasas agonizantes de um altar
Onde se haviam empilhado coisas santas
Para um uso profano; eles a resolveram
E trêmulos rasparam, com as mãos esqueléticas,
As débeis cinzas, e com um débil assoprar
E para viver um nada, ergueram uma chama
Que não passava de arremedo; então alçaram
Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram
O rosto um do outro - ao ver gritaram e morreram
- Morreram de sua própria e mútua hediondez,
- Sem um reconhecer o outro em cuja fronte
Grafara o nome "Diabo". O mundo se esvaziara,
O populoso e forte era uma informe massa,
Sem estações nem árvore, erva, homem, vida,
Massa informe de morte - um caos de argila dura.
Pararam lagos, rios, oceanos: nada
Mexia em suas profundezas silenciosas;
Sem marujos, no mar as naus apodreciam,
Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem,
Dormiam nos abismos sem fazer mareta,
mortas as ondas, e as marés na sepultura,
Que já findara sua lua senhoril.
Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens
Tiveram fim; a escuridão não precisava
De seu auxílio - as trevas eram o Universo.





Lord Byron

(Tradução de Castro Alves)





sábado, 26 de junho de 2010

"O problema não é passar por um deserto, e sim, ter nascido nele"

Ah quantos e quantos reclamam da solidão, pelo menos o que refletem sobre alguma coisa na vida, mas será que não é assim para todos? O mundo está cada vez mais individualista e solitário, cada vez tudo nos leva a ficar enclausulados em nós mesmo e nosso mundinhos consumistas, sim, lazer, amigos, sexo, tudo se compra,o prazer em viver voltou-se para o poder, poder de adiquirir, através do capital, o problema é a essência das coisas terem perdido o sentido, talvez seja essa a grande depressão do seculo 21, claro pra quem pensa um pouquinho, que até isso perdeu-se na falta de essência de ser um animal com "razão"(pensar?!,rs) Porque não existem filosofos atuais? Porque ninguém quer pensar, foram-se os velhos tempos de pessoas de verdade, observadores, analistas, pensadores, que desprezaram a vaidade, o dinheiro em prol de algo maior, talvez, a humanidade. Mas voltando a essência, e quando a essência perde o sentido, o valor também, ou seja quando as coisas tinham essência e valor a vida era mais feliz, sim, haviasse prazer no que era gratuito, coisa simples de graça que a natureza nos dá, e foram através da observação, experiência das coisas simples e gratuita em nosso mundo, que se nasceram grandes idéias, grandes pensadores, grandes teorias e o homem produzia coisas boas através do simples e gratuito, há se aquela maça não caisse, há se aquele kra nao esquece suas bacterias e nascesse a penicilina, a se darwin não observasse a natureza, freud não fosse apaixonado em observar o ser humano, ou um filosofo não se sentasse na frente de um por do sol e pensasse ou o poeta não fosse tão emocional e escrevesse o que sente, há se aquele pintor não viajasse na natureza simples das cores, da pele, do brilho, será que se eles estivessem preocupaos apenas com sua propria vaidade, satisfazessem só seu egoismo, teria aconteciso tudo isso?! A beleza mudou seu foco, a insastifação todo dia bate na porta, a solidão está sempre conosco, e quem mais se importa em ser natural, da natureza, pela natureza, no proximo e nela encontrar idéias, beleza, paz....qual homem se importa em ouvir seu proximo, dialogar, pensar, evoluir e assim se sentir satisfeito ...Estamos presos a um mundo consumista e egoista, ditador de padrão, ela dita sua felicidade, sua insastisfação e como seres sociais, não vivemos sozinhos, mas com quem compartilhar uma idéia, um sentimento, uma reflexão, estar feliz apenas em estar com o proximo, ou somente observar em conjunto um belo por do sol, quem pensa assim, senta-se sozinhos com todos esses atributos sem ter pra quem contar o que descobriu, que nada disso importa, senão a essência em ser, estar e viver pelo simples, pelo pensar, pelo sentir e aqui está sozinho a nisso pensar...

Retirado de um antigo blog que escrevia, fiz a alguns anos essa reflexão, porém, ainda sinto, vivo essa idéia.