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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O essencial




"O Essencial é Invisível aos Olhos"

Um dos livros mais belos e simples que já li na vida.

Para as crianças que ainda vivem dentro de todos nós, simples e inocentes.

http://www.cirac.org/VMF-principe-pt.htm

sábado, 13 de dezembro de 2008




Nos tempos que eu estava verdadeiramente aterrorizado
Porque drogas e álcool
Não ajudam a esconder
Eles são usados como máscara
O machucado de um homem fraco
É como uma pintura em cima da sujeira

a vida é um jogo que eu não posso vencer
Ambos bom e mau
A maioria com certeza acabará
Os espelhos
Sempre dizem a verdade
Eu amo a mim mesmo.

Type O Negative.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Amo os gatos...



De repente só vc sente
e devagar ...
seus olhos buscam o que eu
não posso ver... só crer...
Quando cansas da noite lá fora
voltas teus passos em meus abraços
Agora...
derrama teu carinho
e faz de minha cama teu ninho...
conforto, de fato
teu nome é gato.

Vem cá, meu gato, aqui no meu regaço;
Guarda essas garras devagar,
E nos teus belos olhos de ágata e aço
Deixa-me aos poucos mergulhar.

Quando meus dedos cobrem de carícias
Tua cabeça e o dócil torso,
E minha mão se embriaga nas delícias
De afagar-te o elétrico dorso,

Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo
Como o teu, amável felino,
Qual dardo dilacera e fere fundo,

E, dos pés a cabeca, um fino
Ar sutil, um perfume que envenena
Envolvem-lhe a carne morena. "

Charles Baudelaire

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008



Toda a sua vida foi dividida entre o desejo de se revelar e o desejo de ocultar-se. Temos nosso segredo e nossa necessidade de confessar. Talvez recordamos como, na infância, os adultos conseguiam ver através de nós e que proeza consituiu dizer, temerosos e trêmulos, a nossa primeira mentira, fazendo assim por nós mesmos a descoberta de que, em determinados sentidos, estamos irremediavelmente sozinhos e , passando a saber que no nosso território interior somente nós podemos deixar pegadas. Há pessoas, porém, que jamais compreendem esta posição. Esta autêntica reserva é a base do genuíno relacionamento; mas a pessoa que sente-se mais exposta e vulnerável que nós, além de mais isolada. Talvez diga que é feita de vidro, de tal transparência e fragilidade que um olhar muito direto poderá reduzi-lo a estilhaços e pentrá-lo completamente. E de supor que ela se sinta precisamente assim.
Vamos sugerir que seja nesta base extraordinária vulnerabilidade que o homem irreal se torne tão adepto de esconder-se. Aprendeu a chorar quando se divertia e a sorrir quando estava triste. A franzir as sombrancelhas quando aprovava e a aplaudir quando estava aborrecido.
"Tudo isto que voc~e vê sou eu", diz a si mesmo. Mas somente em e através de tudo o que vemos pode ser alguém (na realidade).
Se deixa de fingir ser o que não é, e surge como a pessoa que passou a ser ele emerge como Cristo, ou como um fantasma, mas não como homem: Existindo sem corpo, é ninguém.

O eu dividido - Estudo existencial da sanidade e da loucura

R. D. Laing
(Interessantissimo achei sobre a vida do autor, participou da guerra, presenciou o terror humano de perto, talvez por isso desenvolveu certa SENSIBILIDADE e EMPATIA nos seus estudos, adorei, o melhor do genero que já li.)