Assim é a literatura,"é minha maneira de estar sozinho" Fernando pessoa
Que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Ser um é cadeia,Ser eu é não ser.
Viverei fugindo,Mas vivo a valer.
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
Sim, louca à normalidade, ao que é comum, ao que a maioria faz, a mediocridade.
Mas a loucura da sabedoria, da genialidade
È uma loucura que liberta, uma loucura escolhida.
Louco, sim, louco,
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
Fernando Pessoa.
Que importa àquele a quem já nada importa
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Ser um é cadeia,Ser eu é não ser.
Viverei fugindo,Mas vivo a valer.
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
Sim, louca à normalidade, ao que é comum, ao que a maioria faz, a mediocridade.
Mas a loucura da sabedoria, da genialidade
È uma loucura que liberta, uma loucura escolhida.
Louco, sim, louco,
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
Fernando Pessoa.
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