
No passado, o sapato de salto alto era privilégio de reis e rainhas; atualmente, dão “poder total” a todas as mulheres, rainhas ou plebeias
Algumas mulheres justificam-se dizendo que o salto alto as torna “poderosas” e elegantes. Bem, no quesito elegância, não dá para discutir porque este tipo de calçado faz com a mulher pareça mais esguia e até mais magra; quanto ao “poderosa”, este é um sentimento que deveria vir de dentro para fora e não depender do uso deste ou daquele sapato. Mas isso é outra história.
E falando em história, é interessante saber de onde veio a idéia de aumentar a altura das mulheres. Tudo teria começado nas sociedades antigas, quando homens e mulheres conviviam em harmonia, dividindo tarefas e sem disputas entre si. Nesta época, os homens viviam envolvidos nas atividades de caça e não se envolviam nos assuntos domésticos cabendo às mulheres a missão de criar, educar e alimentar a família, tarefas essas bastante valorizadas por seus homens que tinham o hábito de homenageá-las com festas e danças.
Durante estes rituais tribais das sociedades primitivas, as mulheres eram colocadas em pedestais de pedras de quase dois metros de altura, em sinal de respeito e reverência. Com o tempo, as mulheres começaram a reclamar que, nesta altura, ficavam muito longe da festa e assim os pedestais diminuíram de tamanho, passaram a ser confeccionados em madeira e, mais leves, eram amarrados aos pés delas que, ajudadas por seus homens, podiam locomover-se na festa, mas sempre mais altas do que eles.
Bem, com a evolução das coisas, alguém teve a idéia de transformar os tais pedestais de madeira em sapatos que elevavam simbolicamente a mulher; é bom entender que elevar as mulheres nada tem a ver com o fato de o corpo dela ser menor do que o do homem; o uso do “salto alto”, ou seja dos pedestais amarrados, era parte de uma cultura vigente na qual entendiam que as mulheres mereciam ser elevadas.
É fato que ao longo da história o papel masculino e feminino mudou muito e a mulher perdeu aquela importância primitiva e precisou lutar muito para ter seus direitos respeitados, mas isso é outro assunto. Voltando ao salto alto, em tempos mais atuais, os reis franceses (os chamados Luises) usavam o artefato como importante peça do seu vestuário. Eles andavam com sapatos de salto de 15 centímetros (daí o famoso modelo de sapato Luís XV), como forma de mostrar o seu poder e autoridade perante os súditos.
De lá até os nossos tempos, a coisa evoluiu muito e o salto alto é o queridinho. Mas o que os médicos dizem a respeito dele?
A lista de calçados que podem trazer problemas para a saúde feminina é grande e mostra que a vaidade pode custar caro. Os principais sintomas são dores, torções e fraturas, além de calosidades e deformações nos dedos.
Segundo os especialistas, os joelhos de homens e mulheres têm a mesma estrutura e não apresentam diferenças, no entanto são elas que apresentam problemas nos pés quatro vezes mais freqüentes e a incidência de artrite é duas vezes maior do que nos homens, principalmente após os 65 anos.
E o que fazer então, abolir o salto?
Certamente a maioria das mulheres responderá: “Jamais!!”
Aí, entram em cena novamente os médicos ensinando que os melhor meio de se prevenir é optar por calçados tipo anabela, mais baixos, com cerca de 4 centímetros, o que pode não dar o mesmo resultado estético mas, em contrapartida, é muito mais saudável.
Fonte: JORNAL O ANAPOLIS (COLUNA: VARIEDADES)
Outra coisa que estive pensando, ainda hoje persiste essa cultura de elevar-se esperando aparentar "poder", sabemos hoje da cultura machista, onde o poderoso deve ser o homem, sempre mais "alto socialmente" e o que se pode notar é que existe um certo preconceito com as altas, a maioria dos homens não gostam de ser "menores" que as mulheres, o que pode ser relacionado ao falto das culturas humanas antigas a mulheres serem elevadas em altares, mas naquela época, não havia a preocupação masculina em dominar, mas sim, respeitar e festejar os dons femininos, inquestionávelmente essenciais a natureza.
Bom, adorei essa matéria, não posso me considerar "adepta do salto alto", mas usuária ocasional, primeiro pelo desconforto, por isso gosto de saltos baixos e finos ou grossos, depende a ocasião, e outra, a natureza foi-me generosa na altura o que dispensa salto alto.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Do alto dos seus sapatos, uma mulher pode quase tudo
Reflexões de Sara às quarta-feira, julho 15, 2009